1 Senhor, nos recordamos da angústia que magoou
Tua alma santa e pura, a qual por nós penou
O cálix amargoso que a nós tocou, quais réus,
Com grande amor tomaste da mão do santo Deus.
2 As ondas empoladas em ira do Senhor,
Por sobre Ti passaram com todo o seu furor;
Tua alma submergida entrou na maldição
Devida aos pecadores: tremenda amaridão!
3 Da morte então sofreste o golpe sem igual,
Sob todo o peso e força da mão judicial.
Humana simpatia não pode acompanhar
As dores, cuja mágoa não sabe penetrar.
4 A sós com a justiça entraste na questão
Da culpa do pecado, fazendo a expiação;
Tormento mui intenso Tua alma padeceu,
Quando o divino rosto Teu Deus de Ti volveu.
5 E quem dirá o agrado que, como Pai, achou
Em Ti Teu Deus, quando Ele a Ti desamparou?
E à Sua destra, agora, sentado em glória estás,
Da morte triunfante, ó Príncipe da Paz!
Source: Hinos e Cânticos: com música #564